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Page history last edited by Silvana Silva 2 years, 6 months ago

 

                           O que minha escola faz para incluir                      

O que é pra mim inclusão?

Na educação inclusão é dar à todos o direito de permanecer, de estar incluídos no sistema.

Tivemos em nossa escola , um menino que era cadeirante. A escola não tinha na época rampas de acesso ás salas de aula e ainda tinha muitas escadas. A professora do aluno , colegas e funcionárias, carregavam o menino no colo para que ele pudesse ter   acesso ao refeitório e se locomover para o pátio.´Não tínhamos nenhuma estrutura que facilitasse a vida escolar do menino. Ele vinha para a escola em um carrinho de bebê. Mas o interessante que ele estava sempre sorrindo, levando a vida como se aquilonão era problema para ele.  Mas toda aquela situação não durou por muito tempo. Sua mãe o colocou em uma escola(não tão perto de casa)  que tivesse  condições de facilitar a vida de estudante de seu filho.

Mas como a escola pleitiava ter o Ensino Médio, foram necessárias algumas modificações. Uma delas foi construir rampas de acesso à todas as repartições da escola; banheiros próprios para deficiêntes e outras coisas mais.

O curioso em tudo isso é que nunca se preocuparam em proporcionar todo este conforto à uma professora que trabalha na escola a quase 30 anos.

Acompanho todas as dificuldades que ela tem em  movimentar-se pela escola. Hoje bem mais fácil.

Então acredito que esta professora mesmo não formalmente,mas estava sendo excluída sim. Hoje com as mudanças ela está incluída na escola e não a escola inclída na vida dela como era antes.

 

 

VOU RELATAR UMA EXPERIÊNCIA QUE ESTOU VIVENCIANDO ESTE ANO...

 

No turno da manhã, trabalho com umaturma de alunos com necessidades especiais. Todos apresentam algumas dificuldades na aprendizagem, mas nenhum aluno apresenta problemas físicos ou neurológicos como sindrome de dowm, surdez ou cegueira.

As aulas são preparadas com muito cudado para que todos consigam realizar no seu tempo as atividades  propostas.

O ambiente de sala de aula é preparado para que eles se sintam importantes e sintem vontade de estudar, visto que muitos deles já repetiram a série uma ou mais vezes.

Como o programa ACELERA foi imposto, ele não é  visto com bons olhos por educadores da minha escola. Não acreditam que aqueles alunos, conseguirão avançar mais de uma série este ano.

Essealunos foram excluídos durante muito tempo. foram colocados de lado. Não se sentiam parte da escola. Este programa os está colocando de volta a turma de que tem direito.

Não é fácil trabalhar com eles. Foram acostumados a não fazer nada porque não sabiam e não queriam e não eram motivados para tal.

A aula segue uma rotina. E sempre tem uma ACOLHIDA diferente. Eles participam e começam a perceber do que eles são capazes.

 

BUSCANDO SOBRE INCLSÃO ENCONTREI NUM ARTIGO DA NOVA ESCOLA

 

"INCLUSÃO É ESTAR COM, É INTERAGIR COM O OUTRO" (ÉGLER,Maria Teresa )

 

Umas das maiores defensoras da educação inclusiva no Brasil, Maria Teresa Mantoam é crítica convicta das chamadas escolas especiais. Ironicamente ela iniciou sua carreira como professora de educaçaõ especial, e, como muitos, não achava possível educar alunos com deficiência em uma turma regular. A educadora mudou de idéia em 1989, durante uma viagem a Portugal e, lá , vui pela primeira vez uma experiência bem sucedida. "Passei o dia com um grupo de crianças que tinham um enorme carinho com um colega que não tinha braços nem pernas".Conta.

No fim da aula a turma dançou para mim. Pra minha surpresa, um dos garotos pegou o colega no colo, os outros ajdaram a amarrá-lo ao seu corpo. E ele então dançou pra mim. Desde então Maria Teresa deixou de se concentrar nas deficiências, para ser uma estudiosa das diferenças, fundou o laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Diversidade. Pra ela, uma sociedade justa é aquela que dá oportunidades para todos, sem qualquer tipo de discriminação, A inclusão passa pela escola.(pesquisado na wikipedia)

 

Escola Estadual de Ensino Médio Professora Helena Câmara

 

Na escola E.E.M.Professora Helena Câmara , existem duas turmas de alunos com necessidades especiais educacionais. O PAB1 eo PAB2. as professoras que atuam nestas turmas fizeram um curso de capacitação e preparação das aulas, para ajudar esses alunos a avançarem bo final do ano.

 

 

Através das leituras...

 

Através das leituras percebo que a legislação garante a inclusão das crianças com necessidades educacionais especiais no ensino regular. Mas a lei não é cumprida na íntegra. Os profissionais da educação da rede regular de ensino que atuam nessas escolas não são treinados nem preparados para trabalhar com esses alunos.

 

 

 COMPLEMENTAÇÃO DA ATIVIDADE 2

Trabalho na E.E.E.M. Professora Helena Câmara

nº de alunos:1281

nº de professores:48

nº de turmas:42

nº de alunos com neccessidades especiais: 1

Sabemos que temos muitos alunos com necessidades especiais , mas com diagnóstico médico que eu sei, só o meu aluno. Que por sinal está na turma PAB ,onde é feito um trabalho todo especial com alunos com algumas limitações educacionais.

 

Temos no município o NAPPI: mas nossos alunos da escola pública estadual ,,não tem acesso,porque infelizmente as vagas são reduzidas. Muitos dos alunos necessitam pegar ônibus e isto dificulta ainda mais.

Mas, tenho um aluno que participa do EDUCAS que é um centro de atendimento aos alunos com necessidades especiais. Ele está acompanhando tranquilo as aulas e está demonstrando progresso. Ele tem um acompanhamento com fonoaudióloga,psicopedagoga, e psicóloga. Elas aparecem em minha sala uma vez por mês para observar o seu comportamento e acompanhar de perto o seu desempenho.

 

DEFICIÊNCIA MOTORA

 

Mutias vezes nós professores não fazemos as coisas por desconhecê-las.

Vou falar de um ex- aluno com defiíência motora. Ele tinha muita dificuldade de aprendizagem, mas tinha grande vontade de aprender. Sempre o incentivei nas aulas, mas depois de ler e ver as fotos do texto, me senti muito triste,pois poderia ter feito muito mais.

Hoje ele está com 19 anos de idade, trabalha na rede Sonai(BIG) como empacotador.

Vem de uma família bastante humilde. A mãe é doméstica,pai metalúrgico. Família de 4 membros. Ele é o primogênito.

Ele posui membros inferiores e superiores defeituosos. Suas mãos com apenas quatro dedos e com um formato de bolas. Agora percebo o quanto foi difícil para ele escrever e acompanhar todos. Ele tinha muita dificuldade para recortar e colar. Aqueles dedos ao invés de ajudá-lo, atrapalhavam.

Só depois das leituras que entendi as verdadeiras dificuldades que meu aluno teve durante o período escolar.

Agora está fora da escola. Não terminou o ensino fundamental.

Mas quando foi meu aluno, consegui com que seus pais o colocassem no SENAI , para que fizesse um curso e pudesse estar no mercado de trabalho.

Mas se ele tivesse em mão todas as adaptações que vi no texto certamente ele teria terminado o ensino fundamental.

 

AUTISMO 

 CONCEITO: autismo é uma síndrome comportamental com etilogias diferentes, na qual o processo de desenvolvimento infantil encontra-se profundamente distorcido (Gillberg,1990;Rutter,1996). A primeira descrição dessa síndrome foi apresentada  por Leo Kanner, em 1943, com base em onze casos de crianças que ele acompanhava e que possuía algumas características em comum: incapacidade de se relacionarem com outras pessoas; severos distúrbios de linguagem sendo esta pouca comunicativa e uma preocupação obsesiva pelo que é imutável. Esse conjunto de características foi denominado por ele de autismo infantil precoce(Kanner,1943).

O diagnóstico e subclassificações do autismo estiveram sob o amplo rótulo de "esquizofrenia infantl" por muitas décadas. Entretanto,  segundo Rutter(1985), já havia nos anos 70, um reconhecimento de que seria necessário distinguir-se entre as severas desordens mentais sugeridas na infãncia e as psicoses cujo aparecimento se faz mais tarde. Considerando que uma série anormalidade no processo de desenvolvimento por estar presente desde cedo na vida da criança. Manifesta-se antes dos três anos de idade e persiste durante a vida adulta. Basicamente, quatro fatores indicam a presença do autismo infantil: problemas de relacionamento social, dificuldades de comunicação, atividades e interesses restritos e repetitivos e início precoce. 

 

ESTUDO DO CASO

 

Fiz uma pesquisa na escola e  encontrei um aluno que é autista. Ele está no 3º ano do Ensino Médio. Tâm muitas dificuldades em se relacionar com os colegas, entra e sai da escola sem ser percebido, não conversa com ninguém, fica na dele. faz todas as atividades propostas pelos professores sem questionar.

 

 

DEFICIÊNCIA MENTAL

 

Vou falar um pouco da filha de uma colega de escola.

Acompanhamos a gestação dela. foi bastante difícil. Passou por vários repousos para segurar o bebê. Mas nada adiantou. a menina veio ao mundo aos seis meses de gestação. O bebê ficou no hospital por três meses, para ganhar peso e formar alguns órgãos que ainda não estavam prontos.

Saiu do hospital com sérios comprometimentos. Dificuldade em articular as palvras e prendizagem deficitária.

Sua mãe(minha colega)  procurou todos os recursos e especislistas que foram necessários e que esteve ao seu alcance. Estudou na escola infantil do município Hoje, está cursando o Ensino Fundamental numa escola Privada.

Houve um grande progresso. Já é possível entender o que ela fala, é muito boa nas tecnologias; joga futebol em uma escolinha, ; acompanha as aulas e aprende muitas coisas.

A DEFICIÊNCIA MENTAL, SE TRATADA COM CARINHO E DESPRENDIMENTO, É POSSÍVEL DIMINUÍ-LA .

 

 PRÁTICAS PEDAGÓGICAS NA EDUCAÇÃO INCLUSIVA

 

Hoje , as expressões educação inclusiva, inclusão, necessidades especiais, fracasso escolar, evasão, formação de professoras, projetos educacionais, e muitas outras fazem parte do nosso dia - a - dia trabalhando no sistema educacional brasileiro. Em todos os momentos, em todos os lugares, temos as mesmas preocupações, dilemas e os mesmos desafios.

A educação inclusiva deve ter como resposta às necessidades especiais de TODAS as crianças Na educação inclusiva TODAS as crianças são especiais  e,  por isso mesmo, devem receber o que a escola tem de melhor-em outras palavras, todas as escolas devem ser especiais.

Como crianças espaciais, TODAS têm direito de acesso à educação e de conviver com outras crianças. TODAS merecem nossa atenção, cuidado e aperfeiçoamento.

A educação inclusiva diz respeito à todas as crianças que enfrentam barreiras: barreiras de acesso á escolarização, que levam ao fracasso e a inclusão social. Na verdade, são essas  barreiras que são nossas grandes inimigas e devem ser o foco de nossa atenção, para que possamos identificá-los , entendê-los e combatê-las.

 

COMPLEMENTAÇÃO DA UNIDADE 6 

 

Quais as práticas pedagógicas inclusivas possíveis de serem efetivadas em sala de aula com o sujeito escolhido por você no estudo do caso?

Durante todo período letivo, a menina apresentava dificuldades na aprendizagem e na fala. Mas, com atendimento com fonoaudióloga e psicopedagoga três vezes por semana no contra turno, apresentou melhorias. A família sempre presente o que faz ela acompanhar normalmente a turma. Ela também faz parte de um time de futebol. Que por sinal ,joga muito bem.

 

De que maneiras a presença de alunos com NEES no ensino comum pode contribuir para a facilitação das aprendizagens da turma como um todo?

Acredito que a inclusão de alunos com necessidades especiais, faz com que os alunos se tornem mais solidários e compreensivos uns com os outros, e principalmente aqueles que tem dificuldades. Os que sabem explicam para os que não sabem e isso contribui para a aprendizagem de todos.

 

UNIDADE 7

 

Que aproximação existem entre as idéias trazidas nos textos sobre a avaliação e seu estudo de caso?

 

O texto avaliação e inclusão escolar,desafios,conflitos, e possibilidade de Ana Carolina fala sobre avaliação escolar que muitas vezes se procupa muito com a disciplina e com o controle dos alunos do que na interação dos sujeitos que ali estão considerando todas as suas diferenças.

A avaliação deve ter uma parte formativa, onde o prfessor avalie o aluno como um todo e não só conhecimento.

No meu estudo de caso, a família percebeu o problema de aprendizagem da menina e procurou os melhores profissionais. A família incluiu sua filha na escola, mas nem sempre é assim. Muitas escolas excluem esses alunos.

 

Quais  as contradições em relação ao que foi observado?

Muitas vezes o processo de avaliação exclui o aluno.

 

Como é feita a avaliação da sujeito da pesquisa durante o ano letivo?

A avaliação da mennina sempre foi feita com perecer descritivo.

Este tipo de avaliação faz com que o professor conheça melhor o seu aluno, verificando os objetivos alcançados e não somente medindo conhecimentos.

 

Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?

Essa avaliação dá conta se o professor realmente ter objetivos a alcançar com este aluno. Depende muito mais do professor do que do aluno. Não é uma avaliação fácil, porque ao mesmo tempo o professor estará se avaliando.È aí que ele descobre se houve ou não aprendizagem.

Depois de muitos anos trabalhando com outros tipos de avaliações, tive que mudar.Estou com uma turma com necessidades especiais e a valiaçao é perecer descritivo. Com isto preciso estar sempre atenta ao seus avanços , objetivos e metas alcançadas. O professor precisa estar muito presente no dia a dia do aluno, para conhecê-lo. O parecer descritivo é muito importante para a inclusão do aluno. Estou aprendendo muito, pois vejo o quanto meus alunos progrediram neste semetre.  Neste tipo de avaliação o professor cresce junto com o aluno.

Comments (13)

lenise.pead@... said

at 11:40 pm on Apr 21, 2009

Silvana, o realato de tua experiência está muito genérico. Gostaria de ler informações mais precisas e detalhadas sobre o contexto da escola, dados sobre a realidade sócio-econômica e social do aluno e de mais dados que permitissem ao leitor ecompreender melhor a tua posição e entendimento sobre possibilidades de efetivação da educação inclusiva na realidade em que atuas.
Profª Lenise

Silvana Silva said

at 9:16 pm on May 1, 2009

Complementei o meu dossiê.

lenise.pead@... said

at 11:24 am on May 2, 2009

Ok, Silvana! Entendo que dessa forma o teu dossiê está mais qualificado e consegue aliar as tuas reflexões pessoais com as leituras propostas na interdisciplina. Muito bem!
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 11:52 am on May 2, 2009

Com relação a atividade da Unidade 2, apresentas um relato sucinto que também pode ser aprofundado com mais informações sobre as políticas de inclusão escolar no município que atuas balizadas pelas tuas reflexões a partir das leituras propostas na interdisciplina.
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 1:53 pm on May 10, 2009

Olá, silvana:
Ainda aguardamos a complementação da Unidade 2.
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 11:46 am on May 12, 2009

Ok, Silvana:
O teu relato está detalhado e apresenta dados importantes sobre o teu contexto profissional. Continue investindo nas tuas leituras, procurando elaborar reflexões sempre mais aprofundadas.
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 7:47 pm on May 24, 2009

Silvana, o relato de teu estudo de caso relaciona algumas questões interessantes em relação a situação de um aluno com NEES em contextos escolares. Procure cada vez mais relacionar as leituras propostas na Unidade de Estudo e as tuas reflexões teóricas. Continue persistindo em seus esforços.
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 7:50 pm on May 24, 2009

Silvana, solicitamos um texto sobre a atividade A da Unidade 3 sobre os serviços de apoio especializados que existem no teu município de atuação profissional.
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 10:47 am on Jun 26, 2009

Muito bem,Silvana:
A complementação da Unidade 2 está de acordo com os objetivos propostos em nossa interdisciplina.
profª Lenise

lenise.pead@... said

at 10:53 am on Jun 26, 2009

Silvana a tua atividade referente à Unidade 5 - Autismo apresenta reflexões teóricas interessantes, relacionando o assunto em estudo com as tuas reflexões . O caso apresentado coloca de forma evidente o teu envovlimento com o assunto em questão, permitindo possibilidades de práticas pedagógicas no teu espaço de atuação profissional.
Muito bem!
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 3:49 pm on Jun 30, 2009

Silvana, a tua atividade referente à Unidade 6 está bem fundamentada teoricamente e apresenta dados ilustrativos de um caso que aponta possibilidades para redimensionar práticas pedagógicas nocontexto da inclusão.
Porfª Lenise

lenise.pead@... said

at 2:01 pm on Jul 5, 2009

A tua complementação à Unidade 6 ilustra muito bem as práticas pedagógicas possiveis de serem implementadas em sala de aula.
Para concluir a Unidade 6 e realizar a Unidade 7 solicito que elabores um novo texto a partiri das questões abaixo e dessa forma poderás concluir o teu dossiê de inclusão.
11. De que maneira(s) a presença de alunos com NEEs no ensino comum pode contribuir para a facilitação das aprendizagens da turma como um todo?

12. Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?
13. Quais as contradições em relação ao que foi observado?
14.Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?
15. Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?
Estamos no aguardo.
Profª Lenise

lenise.pead@... said

at 12:53 pm on Jul 13, 2009

Silvana, o teu dossiê de inclusão ficou bastante interessante, pois há conexões entre as leituras realizadas e as tuas reflexões pessoais apresentando dados do estudo de caso que encaminham para práticas pedagógicas inclusivas.
Parabéns pelo teu empenho e dedicação.
Profª Lenise

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